Bons ventos, mas com responsabilidade

Através do presente Guia Exclusivo dos Promotores e Investidores Imobiliários, damos as boas-vindas a um setor imobiliário, que representa atualmente um dos mais importantes “motores” da economia portuguesa.
Bem-vindos, portanto, a um mercado que captou 18.000 milhões de euros em investimento no ano passado e que vem crescendo a um ritmo de 20% ao ano, tanto em volume de investimento, como em número de transações.
Bem-vindos a um setor que, sendo um dos principais captadores de investimento estrangeiro, conseguiu fazer com que Portugal esteja “na moda” a uma escala mundial e que deixasse de ser um mero destino emergente e alternativo de investimento, para começar a ser visto como um destino de primeira linha, onde só o investimento estrangeiro em ativos imobiliários rondou os 4.400 milhões de euros em 2016, tendo a fileira da construção e do imobiliário vindo a representar, nos últimos anos, metade do investimento total realizado no país.
Mas, volvidos os anos da crise e contando-se já com três anos muito positivos no setor, é hora de o voltar a viver de uma forma responsável, saudável e sustentável, sem as euforias que acabam por ser sempre contraproducentes.
A larga maioria do stock imobiliário, que se acumulou durante a crise e que sufocava o setor, já foi absorvido. Há que procurar agora a sustentabilidade do mercado. Há muito que alertamos para a necessidade de se voltar a criar um mercado em equilíbrio, que seja atrativo tanto para os estrangeiros como também acessível aos portugueses e em especial aos jovens, que pela primeira vez em muitos anos querem voltar aos centros das cidades.
As operações que se fizerem têm de ser razoáveis, com preços aceitáveis. Ultrapassados os piores anos, há que olhar para o futuro com otimismo mas com serenidade, para um mercado sustentável e de longo prazo.

Henrique de Polignac de Barros, Presidente da Direcção da APPII